Escrevo este post à uma hora da madrugada de um sábado para domingo. Não, não posso ir dormir agora. Minha filha caçula irá me ligar a qualquer momento, entre as duas e as cinco da madrugada, para que eu vá buscá-la numa festa de 15 anos de uma colega de escola.
Eu nunca tive dúvidas de que no ano em que sua filha completa 15 anos, as despesas aumentariam. Mas achava que era por causa da eventual festa que teria que oferecer. Eu estava errado. Minhas filhas não quiseram festas.
A mais velha trocou de bom grado a sua festa pelo direito de assistir ao vivo o show do U2 no estádio do Morumbi, em São Paulo. Lá fui eu junto, sentado na arqubancada por cerca de 14 horas para assistir a um espetáculo que passou ao vivo pela televisão, onde era possível, inclusive, ver o Bono Vox. E no final ela ainda ficou brava comigo porque eu sentava de vez em quando durante a apresentação.
A mais nova optou por uma viagem para a Disney.
Mas eu não sabia que o problema maior era outro…
No ano em que a sua filha faz 15 anos, também fazem 15 anos suas 45 colegas de sala. Assim, são 45 festas. São 45 madrugadas de sábado para domingo sem dormir. E são 45 vestidos diferentes para comprar. Porque, aparentemente, as meninas, já a partir desta idade, desenvolvem uma memória absurdamente gigantesca e são capazes de dizer, no meio das 300 meninas convidadas para a festa, se uma delas está repetindo um vestido usado em outra oportunidade.
Assim crescem as nossas mulheres…
Mulheres do Brasil, falando sério, vocês nunca pensaram em fazer um acordo entre vocês?
Todos seriam mais felizes, principalmente nós, pais. Talvez a única exceção fosse mesmo as lojas de vestidos caros…